terça-feira, 16 de novembro de 2010

III

Minha criancinha pagã,
a tua tenra carne ainda se afaga na minha.
Costas despidas. Um oceano de voluptuosidades afoga o que eu pensei que nunca se derrubaria. A minha resistência face a ti, aos teus actos, tornou-se nula. O veneno sedutor encontra-se nas tuas palavras sussurrantes.
Contrastas as minhas vontades.
Superaste todos os egos vencidos. Agora és o herói ídolo maior deles todos.
Teces para mim os maiores enredos. Os teus escritos tornar-se-ão épicos, imortais. Salvadores da imbecilidade da nossa geração e do caos decadente do meu interior.
A tua paciência e pacificidade reduzem a minha vontade de te perturbar.
És mais do que único, uma imagem apenas perceptiva num cruzar de surreais ideias.

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