sexta-feira, 12 de novembro de 2010

II

Encosto-me ao muro de granito. Mas nada de mal acontece. Apenas o depois de uma fita já antes vista, que muda o rumo do pensamento.
A espera não será em vão. Há o caminhar, esse que sustenta os meus doridos joelhos.
As nuvens mostram-se num fundo que não existe.
Há também o medo que prevalece sempre ao lado de um atento olhar que percorre periféricamente a rua.
Aqui as casas são bonitas, por fora, tal como esta inexplicável tensão.
Sou também eu uma vítima da era moderna.
Nasci no seu leito e fui emporrada pelos seus pés mecanizados.
Estou sozinha neste assustador mundo invicto.

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