domingo, 24 de outubro de 2010

De nada servem os títulos

A monotonia enriquece ao
longo das tuas tretas faciais.
Desvasta-te em sangue,
mostra ao mundo o
que realmente desejas.
Sofremos em pró do
nosso espírito, egoísta
esse que se lamenta.
Treme,grita e respira,
não queremos mas ouvimos.
A tua atenção é negada
quando se mostra frustada.
Despe-te dessas fitas encarnadas
a luz que reflectem é falsa.
Suga a alma aos demais
e torna-os imortais.
Apenas um olho que não se
fecha por completo é obrigado
a permanecer fixado no teu
sínico afecto.
Adormece. Pensa como
saírias daqui.
Caminha junto ao cais.
Lá tudo parece livre.
Chamem-me o alter ego

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Revive cada fragmento de tempo em que os momentos mais surreais floresciam em nós.
A palavra "ano" transporta-nos para a dimensão onde o carregado presente desilude.

Hoje à noite irá estar uma menina e um menino muito estranhos, diferentes dos demais a citar poemas, sentados em frente à mais simples lápide.

"Eles conheceram o prazer e esperam voltar a encontrar na almofada aquilo que deixaram para trás."